quinta-feira, 11 de abril de 2013

Veja como melhorar a memória e o humor com a ajuda da dieta

A partir dos alimentos certos, é possível estimular o cérebro e ter um dia melhor

Em geral, quem começa uma dieta tem um objetivo em mente: emagrecer. Porém, alguns cardápios novos estão indo além da questão de peso e sugerem uma seleção de alimentos não apenas para ajustar a silhueta, mas para fazer você se sentir melhor.
Entrando nessa onda, o jornal britânico Daily Mail divulgou a “dieta do cérebro”, baseada em pesquisas que defendem que certos alimentos não são apenas fontes de nutrientes, mas também aliados para combater o mau-humor, aumentar a concentração, melhorar a memória ou manter você alerta.
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Confira abaixo quais alimentos podem ajudar o seu cérebro a funcionar bem e fazer com que você tenha um dia mais produtivo:
Para aumentar a concentração
Tem dias que parece que o trabalho não rende, certo? Por mais foco que busquemos, sempre tem algo que acaba nos distraindo. Se você precisa de concentração, a dica dos especialistas é incluir ômega-3 nas suas refeições. O nutriente pode ser encontrado em peixes oleosos, nozes, abóbora e sementes de linhaça.
O consumo é importante porque o ômega-3 ajuda a manter os níveis de mielina, substância presente no cérebro que ajuda a melhorar o desempenho mental. Para desfrutar dos benefícios, aposte em lanches com nozes e sementes.
Vale lembrar ainda que outro estudo publicado recentemente no TodaEla descobriu que o ômega-3 também pode render alguns anos de vida a mais, além de ser proveitoso para o cérebro.
Para manter o bom humor
Se o dia não vai bem, talvez seja preciso de uma ajudinha do cardápio para o humor melhorar. É importante procurar alimentos que contribuam para aumentar os níveis de dopamina, o hormônio do bem-estar, e de serotonina, que rende a sensação de serenidade.
Alimentos açucarados e gordurosos ajudam a liberar dopamina, mas causam picos que vão resolver o problema apenas por pouco tempo. O ideal é manter o nível do hormônio constante, o que só acontece ao consumir proteínas, entre elas soja, amêndoas e ovos.
Mas se a ideia é comer algo que tenha efeito imediato, o chocolate não tem erro!
No caso da serotonina, os carboidratos poderão fornecer um pico do hormônio, mas são as proteínas dos ovos e da carne que vão fazer a sensação de serenidade durar por mais tempo.
Chocolate para melhorar o humor. Crédito: Thinkstock
Para ficar alerta
Quem sofre com o sono logo após o almoço pode contar com o café para que o cérebro volte às atividades. A cafeína realmente incentiva as células a serem mais ativas, mas em excesso, pode causar um efeito desagradável.
Consumir mais que uma xícara de café vai fazer com que o cérebro entre em estado de alerta, estimulando a produção de adrenalina. Assim, você vai ficar alerta no início, mas poderá se sentir ansioso em seguida, o que acaba com a capacidade de pensar com clareza.
Por isso, para espantar o sono, tome apenas uma dose de espresso.
Para a memória
A capacidade de se lembrar das coisas depende de como o cérebro consegue estabelecer conexões. E para produzi-las, as células precisam de uma ajudinha especial de substâncias que certos alimentos podem ajudar a liberar.
Assim, aposte no consumo de fígado, ovos e soja, que contribuem para a produção de colina, substância para ajudar você a se lembrar das coisas. Vegetais como repolho, brócolis e couve-flor também podem contribuir para o trabalho mental, mas eles devem ser consumidos regularmente.

FONTE: TODA ELA 

quarta-feira, 27 de março de 2013

Dieta da proteína pode aumentar triglicérides e agravar problemas renais


Entenda os prós e contras da alimentação hiperprotéica


Conhecida como hiperprotéica, a dieta da proteína tem se tornado popular por auxiliar na perda de peso. No entanto, vale ressaltar que uma dieta feita sem orientação pode ser prejudicial para a saúde, ainda que resulte no emagrecimento. No caso da dieta de proteína, um dos principais malefícios está ligado ao bom funcionamento do cérebro: na falta de carboidratos, a energia fornecida ao órgão pode ser resultante da degradação de proteínas em outras áreas do corpo, como músculos, e até mesmo de gorduras (corpos cetônicos), causando falta de concentração, irritabilidade, dores de cabeça, confusão mental e até desmaios. 
Esta dieta é caracterizada pela presença de proteínas em todas as refeições, incluindo lanchinhos extras (intermediários), com maior concentração de proteína e menor concentração de carboidratos. Já a dieta tradicional contém todos estes grupos de maneira equilibrada. Por conta disso, nenhuma dieta restritiva deve ser feita com corte total de carboidrato ou outro grupo alimentar, para que não acarrete em riscos para a saúde.
No caso da dieta de proteína, um dos principais malefícios está ligado ao bom funcionamento do cérebro
A dieta hiperprotéica, ao pé da letra, proíbe o carboidrato e é baseada em proteína e gordura. E dietas com alta ingestão de gordura (hiperlipídica) podem gerar problemas como o aumento dotriglicérides, ainda que tenha gorduras de boa qualidade. Caso a gordura ingerida seja saturada - de origem animal - a dieta pode alterar os níveis de colesterol sanguíneo (LDL). Além disso, se feita por períodos prolongados, o individuo termina apresentando cansaço físico e mental, dores de cabeça, além de um desejo por doce para suprir a carência a nível cerebral, já que o carboidrato é a fonte de energia utilizada para o bom funcionamento do cérebro.
Além disso, a dieta da proteína não é indicada para qualquer pessoa. Quem tem problema renal, por exemplo, precisa ter maior cuidado com o excesso de proteína. Por isso, o ideal é que um profissional seja consultado antes da adoção de qualquer tipo de restrição alimentar, pois só ele saberá indicar qual é o melhor tipo de alimentação de acordo com cada indivíduo.
O ideal é dosar a quantidade de cada grupo alimentar de acordo com cada caso. Uma dieta equilibrada e monitorada pode até conter períodos hiperprotéicos, que intensificarão a perda de peso por solicitar um maior gasto energético durante a digestão, porém devem ter sua quantidade de carboidratos ajustada, para garantir um bom funcionamento cerebral e também para que não ocorra perda de peso predominante em músculo em vez de gordura corporal. Neste caso, o resultado também é bastante positivo: já no primeiro mês de dieta é possível ver o resultado com alterações nas medidas e não na balança.
FONTE: MINHA VIDA 

terça-feira, 19 de março de 2013

Só deve usar adoçante quem realmente precisa, defendem especialistas


Desde que os adoçantes foram criados (a sacarina foi descoberta em 1879), várias dúvidas e polêmicas surgiram no rastro do produto colocando em dúvida não só sua eficácia, mas, principalmente, seus efeitos sobre a saúde. Embora vários estudos ainda não sejam conclusivos, convém saber mais sobre o assunto e sempre ouvir a opinião de especialistas.

A nutricionista Luciana Harfenist, membro do Centro Brasileiro de Nutrição Funcional, salienta que há restrições e contraindicações ao emprego do item. "Quem tem pressão alta ou insuficiência renal, por exemplo, precisa verificar as taxas de sódio de cada marca antes de consumir." E tem mais: vários profissionais defendem que indivíduos saudáveis, que não apresentam nenhuma doença que obrigue restringir o açúcar, não deveriam inserir o adoçante na alimentação.
Todo edulcorante artificial, se consumido em excesso e em longo prazo, pode propiciar algum dano para a saúde, principalmente quando relacionado com o uso abusivo de alimentos industrializados
"Muito melhor seria adotarem uma dieta equilibrada, em quantidades adequadas para suas necessidades nutricionais", sustenta a nutricionista Ariane Machado Pereira, pós-graduada pelo Imen (Instituto de Metabolismo e Nutrição).
Para melhorar a imagem desses produtos, a Abiad (Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres) lançou uma cartilha, com informações aos consumidores, que recebeu o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O material garante que o adoçante não é prejudicial à saúde, e que "a segurança dos aditivos alimentares é feita através de inúmeros estudos científicos para comprovação da inexistência de efeitos adversos decorrentes do seu consumo".

Proibidos e liberadosPorém, nos Estados Unidos, por exemplo, o ciclamato de sódio foi relacionado ao câncer e, por isso, seu uso foi proibido. "Existem estudos que fazem um paralelo entre o câncer na bexiga e a sacarina e o ciclamato", diz Harfenist.Pereira, no entanto, cita o Informe Técnico nº 40, de 2 de junho de 2009, disponível na página da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que diz que a decisão tomada pelo FDA, regulador de remédios e alimentos norte-americano, foi baseada em um estudo feito em ratos. A entidade já recebeu uma petição para revisar a proibição, que ainda está em análise. 

A Anvisa diz que, desde então, foram conduzidos muitos estudos sobre carcinogênese envolvendo ciclamato, sozinho ou em misturas com sacarina, não tendo sido demonstrada incidência estatisticamente significativa de tumores na bexiga dos animais testados.
"Acredito que todo edulcorante artificial, se consumido em excesso e em longo prazo, pode propiciar algum dano para a saúde, principalmente quando relacionado com o uso abusivo de alimentos industrializados, ricos em conservantes e aromatizantes e que, muitas vezes, já apresentam em sua composição algum edulcorante artificial", diz Pereira.
"Indivíduos saudáveis, sem necessidade de dietas especiais, não precisam aderir aos adoçantes artificiais. Basta mudar os hábitos alimentares, saborear itens in natura, como sucos de frutas, por exemplo, ou mesmo o café puro. Talvez isso demande tempo e persistência para que o organismo possa se adaptar ao sabor, mas compensará", conclui a nutricionista.
De qualquer forma, é bom ir com calma antes de começar a pingar gotinhas do dito-cujo em tudo que ingerir.

FONTE UOL 


quinta-feira, 7 de março de 2013

Insônia favorece insuficiência cardíaca, diz estudo


Dificuldade para pegar no sono pode ser fator de risco para doenças do coração

Após entrevistar cerca de duas mil pessoas, uma pesquisa feita pelo Instituto de Pesquisa e Orientação da Mente (IPOM) apontou que 69% dos brasileiros avaliam seu sono como ruim ou insatisfatório. Se, até então, a pior consequência era estar cansado no dia seguinte, agora a população também precisará ficar mais atenta com a saúde do coração. Um estudo publicado nesta terça-feira (5) no European Heart Journal descobriu que a insônia pode ser um fato de risco para a insuficiência cardíaca.Para identifica a relação, foram acompanhadas 50 mil pessoas com idades entre 20 e 89 anos por um período de 11 anos. Até o início da análise, nenhum participante havia sido diagnosticado com insuficiência cardíaca. Todos foram questionados se tinham dificuldade para pegar no sono, se conseguiam permanecer dormindo ao longo da noite e como se sentiam ao acordar.

Os resultados mostraram que aqueles que apresentavam problemas para pegar no sono tinham um risco maior de desenvolver insuficiência cardíaca do que os demais. Assim, os participantes que tinham problemas para pegar no sono apresentaram uma probabilidade três vezes maior de desenvolver o problema. Indivíduos que relataram não acordar plenamente revigorados também tinham risco maior de sofrer da doença. A relação entre insônia e insuficiência permaneceu mesmo após levar em conta outros fatores de risco, como obesidade e tabagismo.

De acordo com um dos autores da pesquisa, do Norwegian University of Science and Technology, na Noruega, a falta de sono afeta o organismo de forma geral, promovendo respostas prejudiciais vindas de diferentes sistemas, inclusive o cardíaco. Mesmo assim, mais pesquisas são necessárias para estabelecer uma relação direta.

Dicas para proteger a saúde do coração
A insuficiência cardíaca é uma condição que acontece quando os músculos do coração não conseguem desempenhar adequadamente sua função por estarem muito fracos ou rígidos, fazendo com que o sangue não seja bombeado na pressão arterial ideal. Quem sofre do problema costuma ficar ofegante ou exausto com facilidade. Veja algumas medidas para proteger seu coração e evitar esse e outros problemas:

Combata o estresse

O colesterol alto, que causa a hipertensão e obstrui as artérias do coração, é um dos efeitos do excesso de estresse. A ansiedade aumenta a liberação de cortisol no organismo, hormônio que faz crescer a concentração de glicose no sangue, desencadeando problemas como diabetes, altos níveis de triglicérides e descontrole de colesterol. Cada vez que você fica ansioso, a quantidade de radicais livres que passam a circular no seu organismo aumenta. Com a ansiedade, a presença dos radicais livres no organismo aumenta, podendo gerar o agravamento de problemas cardíacos. Isso porque eles interagem com o colesterol em excesso no organismo, formando placas nas paredes dos vasos sanguíneos, além de piorar certas doenças inflamatórias e causar envelhecimento.
Oléo - Foto: Getty Images
Prefira os óleos vegetais. Na luta para abaixar os níveis de colesterol, em vez de apenas restringir o consumo dos tradicionais vilões do coração (como as gorduras saturadas), você pode recorrer à ajuda de alguns mocinhos. O óleo de canola e o azeite de oliva são bons exemplos de alimentos que você deve incluir na dieta. Segundo a nutricionista Roberta Stella, as gorduras monoinsaturadas presentes nos dois tipos de óleos vegetais ajudam a reduzir as taxas de LDL, o mal colesterol. Já os óleos vegetais ricos em gorduras poliinsaturadas, como o de soja, girassol e milho, aumentam os níveis de HDL, considerado como bom colesterol. A dica da especialista, portanto, é, além de ficar de olho na quantidade de gorduras saturadas e trans, dar preferência aos alimentos com maior quantidade de gorduras mono e poli-insaturadas.
Carne - Foto: Getty Images
Maneire nas carnes. Principalmente a carne vermelha apresenta uma quantidade maior de colesterol. Ainda mais se conter capas generosas de gordura. Porém, isso não significa que elas devem ser totalmente excluídas do seu cardápio. "Controlando a ingestão dos outros alimentos fontes de colesterol, é possível ingerir carne vermelha até três vezes por semana", diz a nutricionista Roberta Stella. O fato de as carnes vermelhas oferecerem mais colesterol, no entanto, não faz com que os outros tipos de carnes possam ser consumidos à vontade. De acordo com Roberta, as carnes brancas e magras também possuem colesterol e, por isso, devem ser dosadas. "Os alimentos que contêm colesterol devem ser monitorados de uma forma geral. Leve em conta que o total da gordura obtido em um dia deve ser menor que 300 mg", completa. Uma dica: 100 gramas de contra-filé grelhado com gordura contêm 144 mg de colesterol. Sem a gordura, a quantidade diminui para 102 mg.
Açúcar - Foto: Getty Images
Até o açúcar? Isso mesmo. Um estudo publicado no Journal of American Medical Association sugere que, assim como uma dieta rica em gordura pode aumentar os níveis de triglicerídeos e colesterol, a ingestão de açúcar também pode afetar as taxas de lipídios. Para a realização do estudo, foram analisados os níveis de lipídios no sangue em mais de seis mil homens e mulheres adultos. Os pesquisadores descobriram que pessoas que consumiam mais açúcar tinham maior propensão de ter uma doença cardiovascular. Os cientistas não sabem ao certo que processo está envolvido nessa ligação do açúcar com o colesterol, pois até hoje, o que se sabia era a associação entre o consumo de açúcar e o diabetes. No estudo, o grupo de maior consumo ingeria uma média de 46 colheres de chá de açúcares "escondidos" nos alimentos por dia. O grupo de menor consumo ingeria uma média de apenas cerca de três colheres de chá por dia.
Vegetais - Foto: Getty Images
Vegetais - sempre! Um importante estudo científico divulgado no periódico americano Circulation demonstrou que o consumo de proteínas de origem vegetal está associado à redução da pressão arterial, ao mesmo tempo em que confirmou estudos anteriores de que o consumo total de proteínas não aumenta os níveis de pressão sanguínea. O ácido glutâmico, principal aminoácido encontrado nas proteínas vegetais, é um dos micronutrientes que ajudam a controlar a pressão arterial. Essa é uma das formas de se explicar a razão pela qual os vegetarianos têm menor tendência a desenvolver hipertensão arterial.
Sol - Foto: Getty Images
Vitamina D. Um estudo realizado pela Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, revelou que 20% dos casos de hipertensão em mulheres estão associados ao descontrole dos níveis da pressão arterial em decorrência da falta de vitamina D no organismo. Este nutriente pode ser encontrado em alimentos como a manteiga, gema de ovo, fígado, entre outros, mas sua principal fonte de absorção é a luz solar. Portanto, 15 minutinhos de exposição ao sol são mais do que recomendados. O nutriente também é importante no processo de absorção de cálcio e fósforo no intestino e na mineralização, ou seja, crescimento e reparo dos ossos.
Sono - Foto: Getty Images
Sono reparador. Estudos recentes apontam que cerca de 40% dos indivíduos hipertensos sofrem também de apneia obstrutiva do sono, alertando para uma relação entre as doenças. A apneia atinge aproximadamente sete em cada 100 pessoas e a incidência é maior no sexo masculino. Estima-se que 24% dos homens de meia-idade e 9% das mulheres são afetados pela apneia. A doença caracteriza-se pelo ronco que segue em um mesmo ritmo, vai ficando mais alto e, de repente, é interrompido por um período de silêncio. Neste momento, a pessoa fica totalmente sem respiração, mas, logo o ronco volta ao ritmo inicial. Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), Artur Beltrame Ribeiro, quem sofre de apneia do sono apresenta mais variabilidade da pressão e o aumento está ligado à lesão dos órgãos-alvo, como coração, cérebro e rins. Além disso, uma noite bem dormida tem a ver com viver mais, de acordo com um estudo da Universidade de Warwick e da Universidade Federico II, na Itália. De acordo com os pesquisadores, quem dorme menos de seis horas ou mais de oito ao dia tem 12% a mais de chance de morrer. Com a qualidade do sono prejudicado, crescem os ricos de acidentes, por conta da sonolência, e de ataques cardíacos em função do estresse.
Vinho - Foto: Getty Images
Vinho sim! Um estudo publicado no "Public Library of Science One", mostra que pequenas doses de resveratrol, um tipo de substância antioxidante presente nas uvas, em especial as tintas, protegem o coração contra o envelhecimento e reduzem os níveis de colesterol ruim, o LDL. No entanto, não vale exagerar: uma taça de vinho por dia é suficiente para dar proteger o coração sem maltratar o fígado, por conta do teor alcoólico.
Música - Foto: Getty Images
Ouça a música do coração. Um estudo realizado pela Universidade de Maryland, nos EUA, com 10 participantes que não tinham nenhuma doença aparente constatou que quando eles ouviam por 30 minutos suas músicas preferidas ocorria a dilatação dos vasos sanguíneos. Esse gesto se equipara a reação de uma gargalhada, ao fazer atividades físicas ou quando tomavam medicações para o sangue. O diretor da cardiologia da instituição, Michael Miller, explica que ocorreu um aumento de 26% no diâmetro dos vasos, enquanto ao ouvirem uma música que não agradava ocorria uma redução de 6%. Dessa forma, o sangue flui mais facilmente, reduzindo as chances de formação de coágulos que causam infartos e derrames, além de reduzir os riscos do endurecimento dos vasos, característicos da aterosclerose.
Sal - Foto: Getty Images
Maneire no sal. Pesquisas científicas já comprovaram a relação direta entre o consumo de sódio e a hipertensão arterial. De acordo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia, o brasileiro consome em média 12 gramas de sal por dia, quando o recomendado seria limitar essa ingestão a 6 gramas. Em geral, a quantidade é alta porque, além do sal contido no alimento industrializado, as pessoas não dispensam apelar para o saleiro durante as refeições. De acordo com a nutricionista Eliane Cristina de Almeida, da Unifesp, o maior perigo do sódio é que ele está escondido nos alimentos. "Alimentos como fast-food, comida congelada, salgadinhos, biscoitos, refrigerantes, cereal matinal, embutidos, chocolate, carne bovina, leite e derivados contém boa quantidade de sódio que não costumamos perceber", diz a especialista.
fio dental - Foto: Getty Images
Use fio dental. Uma pesquisa feita por cientistas da Itália e do Reino Unido, publicada no site do Jornal da Faseb (do inglês, "The Federation of American Societies for Experimental Biology"), mostra que gengivas infectadas podem ser um fator de risco para desenvolver problemas no coração. De fato, uma adequada higiene dental pode reduzir o risco de aterosclerose, derrame e doenças no coração, independentemente de outras medidas, como o controle do colesterol. "Há muito tempo se suspeita de que a aterosclerose é um processo inflamatório e que a doença periodontal tem um importante papel na aterosclerose", afirma Mario Clerici, pesquisador do estudo.
Peixe - Foto: Getty Images
Dieta mediterrânea. A dieta típica da região banhada pelo Mar Mediterrâneo , ela é conhecida por seus benefícios ao coração. Os principais participantes dos pratos são as gorduras protetoras, que agem contra o desenvolvimento de doenças cardiovasculares , diz a nutricionista do Minha Vida, Roberta Stella. Ela aumenta o nível de colesterol bom (HDL) e diminuir as taxas do colesterol ruim (LDL) do sangue, além de evitar a obstrução das artérias. Dentre as principais características dessa dieta, estão o baixo consumo de carne vermelha, a ingestão de frutas, cereais e nozes, o alto consumo de peixes, o consumo moderado de vinho e o azeite de oliva como fonte de gordura saudável. Além disso, os peixes contêm ômega 3, reconhecido como um nutriente cardioprotetor, isto é, beneficia a saúde cardiovascular.
FONTE: SITE MINHA VIDA 

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Seis estratégias para prevenir e controlar a síndrome metabólica



Colesterol alto, hipertensão e obesidade são alguns dos fatores de risco

Em meio à epidemia de obesidade cresce também o número de casos de pessoas com síndrome metabólica, doença silenciosa que prejudica diversas áreas importantes do nosso corpo. O problema começa quando a insulina - produzida pelo pâncreas e que tem a função de colocar a glicose para dentro da célula - passa a ter dificuldade para executar esta ação. Quando isso acontece, diversos desequilíbrios químicos começam a afetar o organismo e, com o passar do tempo, haverá aumento progressivo de peso, além da influência de outros fatores que podem levar ao surgimento de diversas patologias, inclusive o diabetes.
Segundo o Ministério da Saúde, existem hoje 12 milhões de pessoas portadoras de diabetes e grande parte delas a caminho do desenvolvimento da síndrome metabólica. A má notícia é que um dos principais motivos e grande fator de risco para a doença é a obesidade, que cresce a olhos vistos, principalmente entre crianças e adolescentes. A explicação para esse aumento está relacionada aos maus hábitos de vida cultivados atualmente.
Hipertensão é fator de risco para a síndrome metabólica

Como saber se tenho síndrome metabólica?

O avanço desta condição metabólica é gradual e muitas vezes seus sintomas passam desapercebidos, o que significa que essa disfunção pode avançar por anos sem ser detectada e tratada. A síndrome metabólica é considerada progressiva e os que tiverem os fatores de risco, como colesterol alto ehipertensão, devem corrigir os maus hábitos e monitorar melhor sua saúde e seu peso.
O diagnóstico deve levar em contas características clínicas, como obesidade e pressão alta, e os exames laboratoriais, que são indispensáveis na avaliação dos fatores de risco. Dois ou três fatores associados no mesmo indivíduo já caracterizam a existência da síndrome e com isso já é possível fazer o diagnóstico. Se você se classifica como um bom candidato para desenvolver resistência à insulina, aqui vão algumas dicas para prevenir e controlar esse processo que pode desencadear a síndrome metabólica:

Estratégia 1: reeduque sua alimentação

O plano alimentar é parte fundamental do tratamento, o que significa que você terá que reeducar sua alimentação, priorizando integrais, frutas, verduras, legumes e opções de baixo índice glicêmico. Também é importante diminuir o consumo de refinados, doces, gorduras, embutidos e processados.
Homens não devem ultrapassar 102 cm de barriga
Um plano alimentar feito individualmente para você, seguindo uma estratégia de tratamento dentro das suas reais necessidades e carências nutricionais o ajudará a regular melhor seu metabolismo e evitará que se alimente de forma errada e tenha picos de fome. As necessidades nutricionais de cada indivíduo devem ser respeitadas, assim como o estilo de vida.

Estratégia 2: invista em hábitos de vida saudáveis

Aquela sua barriguinha saliente é um perigo à saúde. A gordura que se deposita na barriga provoca modificações em seu metabolismo e atrapalham a ação da insulina. Homens não devem ultrapassar 102 cm de barriga e as mulheres devem ficar abaixo dos 88 cm. Orientais, por sua vez, tem uma restrição ainda maior, podendo alcançar apenas 80 cm de cintura.

Estratégia 3: mexa-se

sedentarismo é um grande fator de risco no desenvolvimento da síndrome metabólica, portanto escolha uma atividade prazerosa e que, de preferência, ajude no controle do estresse e melhore a qualidade do sono.


O processo digestivo demora cerca de três horas a ser feito. A partir deste momento, o organismo passa a funcionar como se estivesse em jejum, ou seja, ele desacelera para economizar energia. Por isso, não passe mais do que três horas sem comer para manter seu
 metabolismo sempre ativo.Estratégia 4: coma a cada três horas

Estratégia 5: hidrate-se

Um organismo com o grau correto de hidratação trabalha com eficiência superior ao desidratado. Assim, não vale usar a principal desculpa de quem está acima do peso e tomar diuréticos sem a correta orientação do seu médico.

Estratégia 6: não tenha pressa para emagrecer

Ao emagrecer e engordar diversas vezes (efeito sanfona) em um curto espaço de tempo, o metabolismo acaba sofrendo modificações e ficando cada vez mais lento e com maior dificuldade para emagrecer. Por isso, faça um plano alimentar e de exercícios para emagrecer corretamente e não correr o risco de ganhar novamente os quilos perdidos. Esqueça aquela dieta milagrosa que sua amiga está fazendo e que a fez secar!

FONTE MINHA VIDA 

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Casos de cálculo renal crescem 30% no verão


Estudo afirma que problema atinge duas vezes mais homens do que mulheres

Um levantamento feito pelo Centro de Referência da Saúde do Homem, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, aponta que o número de atendimentos aos pacientes com quadro de cálculo renal aumenta 30% entre os meses de janeiro e março todo ano.

De acordo com os pesquisadores, isso acontece porque as pessoas transpiram mais e não ingerem líquido o suficiente no verão. Além disso, os cuidados com a alimentação nas férias costumam ser deixados de lado: as pessoas aumentam a ingestão de alimentos industrializados e ricos em sódio, facilitando ainda mais o aparecimento de cálculo renal.

O urologista Fábio Vicentini, médico chefe do ambulatório de litíase (cálculo) renal do Centro, afirma que amendoim, castanha do Pará, calabresa e camarão facilitam a formação das pedras, principalmente por indivíduos propensos à doença, que atinge duas vezes mais os homens do que mulheres. A obesidade também está ligada ao problema, já que os pacientes com índice de massa corporal elevado podem apresentar mais cálcio e ácido úrico na urina.
Um levantamento feito pelo Centro de Referência da Saúde do Homem, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, aponta que o número de atendimentos aos pacientes com quadro de cálculo renal aumenta 30% entre os meses de janeiro e março todo ano.

De acordo com os pesquisadores, isso acontece porque as pessoas transpiram mais e não ingerem líquido o suficiente no verão. Além disso, os cuidados com a alimentação nas férias costumam ser deixados de lado: as pessoas aumentam a ingestão de alimentos industrializados e ricos em sódio, facilitando ainda mais o aparecimento de cálculo renal.

O urologista Fábio Vicentini, médico chefe do ambulatório de litíase (cálculo) renal do Centro, afirma que amendoim, castanha do Pará, calabresa e camarão facilitam a formação das pedras, principalmente por indivíduos propensos à doença, que atinge duas vezes mais os homens do que mulheres. A obesidade também está ligada ao problema, já que os pacientes com índice de massa corporal elevado podem apresentar mais cálcio e ácido úrico na urina.
A seguir os cuidados necessários para evitar pedra nos rins:


Hidrate-se 
A principal recomendação para evitar as pedras e auxiliar o tratamento é ingestão de líquidos acima de dois litros por dia. "Isso deixa a urina menos concentrada, auxiliando a diluição dos cristais", explica o nefrologista Eduardo Garcia, do Hospital Samaritano de São Paulo.

Atenção redobrada em climas quentes 

A incidência de cálculo renal aumenta cerca de 30% no verão. "O principal motivo é a maior perda de líquido pela transpiração, levando a uma urina mais concentrada", conta Pedro Rocha, Nefrologista do Hospital Adventista Silvestre, no Rio de Janeiro. Por isso, se você já tem pedras no rim ou quer evitá-las, aumente a ingestão de água nos dias quentes e use roupas mais leves, evitando a transpiração excessiva. 
Evite o excesso de álcool 
"A ingestão de álcool em grandes quantidades pode levar à desidratação e à elevação no ácido úrico", explica o nefrologista André Sloboda, da Sociedade Brasileira de Nefrologia. As bebidas fermentadas são as que têm maior teor desse ácido e seu consumo elevado pode levar a um agravamento das pedras ou ao surgimento delas.

Modere a quantidade de sal 

O sal pode ser tido como o grande vilão na formação de cálculos renais. "O consumo elevado leva a uma maior excreção de sódio pelo rim, o que pode aumentar a produção de cálcio, fósforo, acido úrico ou oxalatos, causando a pedra no rim", conta o nefrologista André Sloboda. 


Atenção às proteínas e ao cálcio 
Em casos de cálculo renal mais grave, é recomendado evitar a ingestão de alimentos fontes de proteínas ou de cálcio em grandes quantidades. "O excesso de proteína animal aumentará a secreção de acido úrico urinário, podendo agravar ainda mais o cálculo", conta o nefrologista Pedro Rocha.



A restrição do cálcio é aplicada a pessoas que desenvolveram pedras formadas por esse nutriente - o cálculo renal por excesso de cálcio é o mais comum. É preciso esse controle para não formar mais pedras ou aumentar as já existentes.



Em casos de pedra nos rins acima de quatro milímetros, é necessário o auxilio de medicamentos analgésicos, para que ela possa ser expelida sem dor, e outros medicamentos que ajudem a sua passagem - todos receitados por um médico.

Tratamento clínico e cirúrgico

De acordo com os especialistas, é recomendado o tratamento cirúrgico quando as pedras possuem mais de 10 milímetros, já que são mais agressivas. Há dois tipos de cirurgias: litotripsia (emissão de ondas de choque que quebram o cálculo) e procedimentos endoscópicos (retirada da pedra através de sondas e cateteres).

Fique atento! 
Existem doenças sistêmicas que podem ter o cálculo renal como o seu primeiro sintoma. Alguns exemplos são gota, doenças autoimunes, doenças inflamatórias intestinais e doenças renais. "Quando o cálculo renal aparece junto com febre, pode sinalizar uma infecção associada e deve ser motivo para procurar assistência médica imediata", conta o nefrologista Eduardo Garcia.

Fonte: Minha Vida